Syon – O Início – Maldição Revelada

CAPÍTULO 3

– Maldição revelada –

                      Sorhen ainda atordoado pelo encontro inesperado com a misteriosa mulher, sem saber ainda de onde ela surgiu e para onde havia ido. Ainda atordoado voltou para a cidade e tentou reparar os danos, alguns dias se passaram e nada era como antes, as pessoas iam embora de Signum, as relações comerciais ficaram abaladas, não sabiam se havia um incendiário na cidade, alguém disposto a destruir toda a paz, mas Sorhen sabia que era culpa daquela mulher.

A esposa de Sorhen estava a pouco de seu parto, e estavam tentando manter a calma para que tudo corresse bem com ela e com o bebê, mas os demais habitantes de Signum não pensavam dessa forma, logo ao entardecer uma multidão enfurecida se dirige até a casa de Sorhen e começam a gritar deferindo palavras de ódio contra aquele que, para eles, teria levado a cidade a desgraça e a morte, logo que começou o barulho a esposa de Sorhen começa entra em trabalho de parto e Sorhen se desespera e fica dividido entre ajudar sua esposa e dissipar a multidão furiosa, nesse momento ele desce as escadas e vai falar com as pessoas, pedindo ordem, e se mostrando muito aborrecido pede desculpas a todos e enquanto fala escuta um grito de horror de sua esposa pedindo socorro, rapidamente sobe as escadas e ao chegar ao quarto vê a esposa coberta de sangue, já sem vida, logo aos pés da cama seus outros filhos também mortos. Diante daquela cena de terror Sorhen procura pelo bebe e vê ao fundo próximo a cortina escura a mulher misteriosa segurando seu bebê e então ela diz – Ola Sorhen, faça silencio, o seu filho acabou de nascer e precisa de silencio para se acalmar. Sorhen desesperado grita – O que é você? O que fez com a minha família? E então ela responde de forma calma – Shh fique calmo, eu sou Karin, e vim buscar a minha recompensa. Eu dei a você a salvação que precisava para sua família, você não ouviu meu aviso querido, eu só queria sua gratidão. Mas como os homens nunca me escutam, eu tenho meus próprios métodos. Sorhen responde assustado – Eu não entendo. E então em meio a uma gargalhada Karin responde – As pedras não fazem nada se não forem, digamos, recarregadas. As pedras da caverna absorvem os encantamentos, eu dei a você uma parte da minha força para proteger a aldeia, e pedi que retornasse para me agradecer, mas como não confio em nenhum homem, eu consigo localizar as pedras, pois elas contem a minha magia, e através delas eu achei você e vim apenas cobrar o que é meu, e eu esperei pelo seu terceiro filho para poder retirar deles a força que eu precisava para continuar viva. Você pode me achar traiçoeira agora, mas é assim que uma bruxa mortal vive por séculos nessa terra de pessoas más. Sorhen caminhando na direção de Karin questiona – E por que não me matou? Por que meu filho mais novo ainda está vivo e em seus braços? Karin responde de forma calma e tranquila – Bem, seu destino está selado, e o bebê em meus braços é uma menina e eu não mato meninas, sua esposa morreu no parto, eu nunca a mataria, e eu vou levar essa menininha comigo, e a ensinarei a usar a magia e a iludir homens tolos, como você. Nesse momento Karin partiu sem deixar rastros.

Sorhen caiu em desgraça e ajoelhou diante dos corpos de seus filhos e esposa, enquanto caia uma lagrima de seu rosto, resolver descer até a rua e explicar tudo o que aconteceu, e enquanto descia as escadas pensou sobre como isso afetaria a todos, vendo que não seria uma boa ideia, saiu pela porta dos fundos pegou o cavalo e foi cavalgando direto para a parte mais distante da floresta, parou próximo da cachoeira e encostou-se a uma árvore, enquanto pensava e olhava para a corda que amarrava o cavalo, não viu outra saída se não a morte, pegou a corda amarrou na arvore e se enforcou, enquanto a morte chegava Sorhen via os rostos de seus filhos e sua esposa então morreu. No entanto, algumas horas depois, Sorhen acordou, ao chão, com a corda ainda enrolada em seu pescoço, assustado olhando para os lados, deparou-se com Karin sentada a seu lado, surpreso ele a questiona – Você me impediu de morrer bruxa? E ela com ar de deboche respondeu – Infelizmente não, eu não tenho todo esse poder, você morreu sim, mas agora você vive de novo, chamam isso de morto-vivo.

Syon – O Inicio – O Grande Retorno Pt4

[…] Não demorou muito para que a notícia da derrota do grande exército repercutisse em outras aldeias ao redor, em pouco tempo todos já sabiam o que havia acontecido, foi ai então que Sorhen, por unanimidade, tornou-se o governante da aldeia, e a nomeou de Signum, pequenos produtores e aldeões de diversas aldeias menores começaram a ir até lá para se estabelecerem de forma segura, Sorhen na posição de governante se preocupou em expandir as conexões da sua aldeia, e nem mesmo nos melhores dias, Signum foi tão prospera, nunca faltava água, ou comida, o gado sempre estava em boas condições, e as crianças nunca adoeciam, até mesmo os poucos idosos se sentiam revigorados e com força até mesmo para o arado. Durante o governo de Sorhen, muitos tentaram atravessar as muralhas de forma hostil, sem sucesso, algumas pessoas diziam ser bruxaria o que usaram para proteger a aldeia, aldeias vizinhas chamavam Signum de “maldição”.

Signum expandia de forma rápida, sem nem mesmo se esforçar muito para isso e em pouco tempo tornou-se uma cidade, e era uma das mais agradáveis para viver. Passados sete anos desde o grande acontecimento, Sorhen decidiu então estabelecer rotas comerciais com outras cidades para oferecer mais diversidade de alimentos e roupas para os habitantes, sua esposa já estava grávida do terceiro filho de Sorhen, quando algo mudou tudo. Numa madrugada fria de inverno, ouviram-se gritos e fumaça vindos das casas próximas da muralha, extremamente assustado Sorhen levantou-se da cama e partiu em direção a fumaça e o horror que pode presenciar era algo que nunca tinha visto, pessoas e animais morrendo queimados vivos, gritos de desespero o fogo se alastrando, todos corriam para tentar apagar o fogo e retirar as pessoas ainda com vida, mas nada cessava aquele pesadelo, ao amanhecer o fogo se dissipou, e com muito pesar e solidariedade muitos dos moradores vieram ajudar a recolher e enterrar os corpos que ainda podiam ser vistos, a cidade caiu em desgraça, e em prantos Sorhen, sem entender absolutamente nada do que havia acontecido, saiu dali e caminhou por toda a cidade procurando pistas do que havia acontecido. Enquanto Sorhen caminhava na direção da floresta, avistou ao longe uma mulher, vestida com roupas vermelhas, seguiu em sua direção e chegar bem próximo ela virou-se e disse com ar de deboche, -Olá querido e amado Sorhen, eu estava te esperando! Sorhen sem conhecer a mulher indagou – Quem é você? Eu não te conheço! Como sabe meu nome? O que faz nas redondezas de Signum? , a mulher ri e responde – Não se lembra da promessa que me fez? Fiquei te esperando todo esse tempo, e resolvi vir até aqui para ver se o presente que lhe dei funcionou, e parece que sim, até agora. Sorhen naquele instante conseguiu identificar a mulher como sendo a mulher misteriosa que havia revelado o segredo das pedras e o mapa, mas dessa vez a mulher estava com roupas finas e com a pele brilhante, Sorhen ficou parado em choque e ela se aproximou, passou a mão em seu rosto e cabelos, e disse baixinho – Eu não quero mais frutas, agora que você me deixou esperando, eu preciso de mais.

Syon – O Inicio – O Grande Retorno Pt3

[…] No dia seguinte Sorhen e Maison começaram a enterrar as pedras próximas a muralha da aldeia, eram muitas pedras e uma extensa muralha, enquanto eles trabalhavam nisso os demais ficavam caçoando dos dois, rindo e chamaram as pedras de “pedras do desperdício” disseram ser um desperdício de tempo e ate mesmo havia pessoas tentando convencer a todos a se render a outra aldeia para que ficassem, ao menos, vivos, descartando o fato de que eles não os deixariam vivos, pois não tinham relação de sangue. Mas Sorhen não desistiu, e após uma semana de trabalho todas as pedras haviam sido enterradas ao redor da muralha.

Alguns dias se passaram, a tensão estava no ar, mas tentavam manter a vida da mesma forma para não comprometer ainda mais os moradores da pequena aldeia, quando numa certa noite foi possível escutar o barulho dos escudos e armas que vinham na direção da aldeia, mas acreditou-se que estariam longe e seguiram para suas casas, Sorhen por sua vez ficou intrigado e permaneceu de vigília enquanto todos estavam confortáveis em suas casas, a noite passou e nada aconteceu no dia seguinte a tensão era ainda maior, o barulho do exercito se aproximava, e os aldeões estavam todos em pânico, mas Sorhen junto de Maison tentavam acalmar a todos, juntaram um pequeno grupo de homens dispostos a lutar caso tudo desse errado, para defender os demais e morrer com honra, quando pararam de ouvir o barulho decidiram ir para suas casas dormir, mas ficar em alerta, mas essa noite foi ainda mais calma que a anterior dormiram todos bem, e uma chuva leve caiu na aldeia para manter a calmaria e irrigar o campo. No dia seguinte Sorhen acordou com um barulho em sua janela, e resolveu ir até a rua ver o que havia acontecido, todos os moradores da aldeia estavam nas ruas e conforme ele caminhava pela cidade, as pessoas iam sua direção e agradeciam, Sorhen não estava entendendo nada, quando rapidamente Maison se aproximou de Sorhen com voz ofegante e cansada –Você precisa ir até as muralhas e ver o que aconteceu, eu não sei explicar, mas parece que funcionou. Intrigado Sorhen correu o mais rápido que pode pra perto das muralhas e quando chegou lá ficou extremamente chocado, do lado de fora dos portões e envolta da muralha, todo o exercito que tentara invadir e saquear sua aldeia, estava morto, sem nenhum sangue no chão, mas mortos, por alguma razão, quanto tentaram passar a muralha morreram, os homens e seus cavalos, boquiaberto não teve nem mesmo palavras pra descrever o que estava sentindo, orgulho talvez?! Os aldeões saíram e abraçaram Sorhen, pediram desculpas pela descrença e apesar de desconhecerem a razão do ocorrido, atribuíram aquele feito as pedras milagrosas que Sorhen havia enterrado envolta da muralha, a aldeia estava segura enfim. Naquela tarde uma calmaria pairou pela aldeia, todos estavam aliviados por terem se livrado da ameaça, e desse dia em diante depositaram ainda mais confiança em Sorhen, por seus feitos, e por sua coragem e determinação.

Syon – O Inicio -O Grande Retorno – Pt2

[…]Durante aquela manhã durante seus afazeres costumeiros, enquanto alimentava os cavalos, Maison, o seu único amigo ainda vivo, o cumprimentou, – Sorhen meu velho k22255844amigo, como você está? Imagino que esteja cansado depois dessa peregrinação sem sucesso. – Ah Maison, eu andei por varias aldeias e cidades e mesmo tendo em vista um bom pagamento para quem aceitasse nos ajudar, não obtive nenhum sucesso, os homens não tem mais pretensão em batalhar ao lado de outros homens pelos ideais que não lhe pertencem, as ligações de sangue ainda são mais importantes que a sobrevivência, e a compaixão também já foi perdida, mas encontrei uma solução, não estaremos vulneráveis na batalha que se aproxima. – Como assim amigo? Está tendo delírios? O que aconteceu nessa viajem? Em meio a gargalhadas Sorhen respondeu – Aguarde um pouco seu grande curioso, falarei tudo na praça, hoje a tarde, para todos os moradores da nossa aldeia, eu preciso que vocês confiem em mim. E então, mesmo um pouco descrente, Maison concordou, e depois de alimentar todos os cavalos, foram juntos para a praça da aldeia onde os demais aldeões já estavam enfurecidos a espera das explicações de Sorhen.

Com sua sacola de pedras, Sorhen chega à praça, confiante e determinado, e pedindo a atenção de todos disse, – Meus irmãos, obrigado por depositarem em mim tanta confiança, tudo que faço é para proteger cada um de vocês, suas crianças, e nosso modo de vida. Eu não poderia nunca decepciona-los, como viram retornei de minha viajem sem o exercito de homens que eu havia prometido, mas em minha viajem, encontrei uma coisa que vai nos ajudar. E abrindo sua sacola, Sorhen retira as pedras, e as mostra aos aldeões, – Essas pedras vem da caverna dos desesperados, nome que dei de forma de carinhosa, essas pedras tem a capacidade de nos proteger, por magia ou por força, isso não sei explicar, mas preciso que vocês me ajudem a coloca-las envolta da praca-medieval-seculos-xii-xiiicidade, enterradas próximas a nossa muralha. E do meio da multidão uma pessoa inconformada debocha de Sorhen, – Por favor, como esse monte de pedras vai nos ajudar, você enlouqueceu, está doente, isso é enganação, você é um charlatão. Sorhen, com voz firme porém assertivo, respondeu, – Eu entendo que estejam descrentes e com medo, mas confiem em mim, é a única esperança que temos.

Enquanto ele falava as pessoas iam embora, ele ficou sozinho, somente Maison permaneceu, se aproximou de Sorhen, e depositando um voto de fé, apoiou sua mão em seu ombro e disse, – Amigo se você acredita que isso vai nos ajudar, eu como seu amigo, estou contigo, vou te ajudar a cravar as pedras na muralha, começamos amanhã. Sorhen acenou com a cabeça em agradecimento ao amigo, se despediram e foram para suas casas.

Syon – O Inicio – Capitulo 2 – O Grande Retorno

CAPITULO 2

– O grande retorno –

 

sem-titulo-1Depois de longos dias de peregrinação Sorhen finalmente chega a sua aldeia, caminhando pelas ruas com suas barbas longas e cabelos desgrenhados poucas pessoas o reconheciam, mas sempre mas os olhares eram de reprovação, os aldeões que conseguiam identificar Sorhen ficavam cada vez mais preocupados, pois não viam com ele mais nenhum homem, se perguntavam onde estaria o exercito que ele prometera, muitos deferiam a ele palavras de ódio e repeliam sua presença, mas isso não o abateu, continuou até que chegou em sua casa, seu filho veio correndo em sua direção e o abraçou, logo sua esposa o viu e apesar de estar desapontada por não ver com seu esposo a recompensa de sua promessa, ficou feliz por ele estar vivo e ter retornado ao lar, e com um olhar de tristeza perguntou –Querido onde está o exercito que prometeu encontrar para nos ajudar a enfrentar as ameaças?; Sorhen prontamente respondeu a ela, – Mulher não se aflija, não obtive sucesso na minha busca por guerreiros e tampouco tenho um exercito junto de mim, mas eu trouxe algo para nos ajudar na nossa batalha. E então abriu sua bolsa e mostrou-lhe as pedras brilhantes, e segurando-as na palma de sua mão disse, – Veja o-mulheres-homem-facebookessas pedras, elas irão nos proteger. Sua esposa muito descrente riu em tom de deboche, – Sorhen querido você enloqueceu? O que você contraiu nessa viajem? Pedras? Como isso vai nos ajudar? Vamos lança-las nas cabeças dos inimigos? Essas pedras pequenas são inúteis. Mesmo sabendo que a intenção da esposa não foi de magoa-lo Sorhen ficou abatido com a descrença da esposa, mas não levantou a voz, foi para seus aposentos descansar e se limpar. No dia seguinte Sorhen levantou bem cedo, celeiro-fazenda-2e andou pelas ruas da aldeia tentando de alguma forma atualizar-se dos acontecimentos passados em sua ausência, soube de muitos rumores de um exercito que estava assustando as outras aldeias ao redor com muitos homens e armas, mas ele não teve muita sorte em sua pesquisa, pois os aldeões perderam a fé em Sorhen e não confiavam a ele informações valiosas, vendo que dessa força seus esforços seriam inúteis, convocou todos os aldeões na praça central para explicar o ocorrido em sua viajem, e partiu para os estábulos.

Syon – O Inicio – Jornada da perdição pt2

[…]com um ar de mistério e um misto de superioridade, a mulher disse – Eu conheço um
lugar que tem o que você procura, e eu tenho um mapa que pode te ajudar a chegar até lá. Sorhen desconfiado, porém esperançoso, (desde que saiu de sua casa essa era a primeira vez que alguém dizia algo que lhe despertasse a curiosidade) respondeu a ela – Estou te ouvindo, diga o que você tem. Nesse instante a mulher misteriosa tirou da bolsa um papel velho e amassado e entregou a Sorhen e disse – Nesse papel tem um mapa, que te levará a uma caverna de pedras de luz brilhante, essas pedras tem a capacidade de proteger sua gente, mas nessa caverna também há um poderoso elixir cmapaapaz de dar vida eterna aquele que beber, mas o preço por ele é alto, se por acaso você o ver, não beba, pegue as pedras que estiverem ao redor e vá embora. –Qual o seu preço por esse mapa? Respondeu Sorhen. – Não preciso de ouro, só peço que caso consiga salvar sua aldeia volte ao templo e me agradeça pela ajuda, traga algumas frutas e coloque nas escadas, eu estarei te esperando. Intrigado Sorhen aceitou a oferta, agradeceu imensamente e prometeu que retornaria logo com os agradecimentos. Com o mapa em mãos Sorhen partiu, seguindo o mapa viajou cerca de três dias, sem saber pra onde estava indo, e naquele momento já acreditava que estaria ficando louco de ouvir uma mulher desconhecida e que nem mesmo disse seu nome, começou a duvidar da existência da caverna e das pedras, enquanto já estava desistindo, finalmente viu ao longe uma rocha que se destacava no meio da paisagem, foi andando em direção à rocha quando viu uma entrada, parou a frente e disse em voz alta –Não posso acreditar que estou fazendo isso, mas vamos em frente.

lumin-3Enquanto atravessava o túnel de entrada da caverna olhava as paredes e pensou até estar morto, ou alucinado por estar faminto e com sede, o interior da rocha brilhava como uma aurora boreal, de diversas cores. Um pouco mais a frente Sorhen se deparou com uma roxa que tinha uma forma semelhante a um triangulo, e no chão varias das pedras que a mulher misteriosa tinha lhe dito, nesse momento Sorhen poderia ter pegado as pedras e ido embora, mas a curiosidade falou mais alto, e ele caminhou explorando a caverna até encontrar uma pedra semelhante a da entrada, de forma triangular, no entanto essa estava presa ao teto da caverna, depois de admirar a pedra por alguns minutos se sentindo muito curioso chegou mais próximo e viu que da ponta da pedra minava água, estando com muita sede Sorhen bebeu a água, encheu seu cantil com ela para levar na viagem de volta a sua casa, pegou as pedras no chão e guardou em sua bolsa, caminhou para fora da caverna e começou sua viajem de volta a sua aldeia, cheio de esperança e de coragem.

Syon – O Inicio – Capitulo 1

 

CAPITULO 1

– Jornada da perdição –

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Sorhen era um guerreiro em sua aldeia que por muitos anos foi próspera, mas com a expansão das aldeias próximas, um confronto era eminente e a aldeia de Sorhen não tinha muitos guerreiros, sua única defesa era uma muralha ao redor. Com medo do confronto que estaria a caminho, e que sem dúvidas acabaria pondo fim à aldeia e a seu modo de vida, Sorhen resolve viajar indo a aldeias mais distantes em busca de ajuda. Antes de partir despediu-se de seu filho e esposa, e prometeu aos aldeões que retornaria com um exército disposto a defendê-los. Por muitos dias Sorhen viajou em busca de homens dispostos a ajudar, mas sem sucesso, já estava a quase dois meses longe e muitas milhas distante de sua casa, quando chegou a uma cidade de porto, onde varias pessoas se dirigiam para vender e trocar produtos, nessa cidade cheia de pessoas, havia um templo, cansado da viajem Sorhen decidiu ir ao templo dos deuses para agradecer a viajem e para rezar pedindo que um milagre acontecesse e que ele finalmente encontrasse algo que pudesse o ajudar na sua busca.

cidade-medievalAo sair do templo sentou nas escadas e vendo seu último pedaço de pão e sua última gota de água, respirou fundo como quem vai meditar e comeu, enquanto ele comia seu ultimo pedaço de pão, uma mulher com vestes simples se aproximou dele, e indagou como se já o conhecesse a muito tempo, – Você parece bem triste, existe algo que eu possa fazer para conforta-lo?, Sorhen pensou que a mulher misteriosa estivesse flertando com ele, e prontamente respondeu de forma rancorosa, – Você não pode dar a mim o tipo de conforto que preciso. A mulher foi embora, e deixou que ele ficasse sozinho, Sorhen já estava perdendo as esperanças e ficou na porta do templo sentado às escadas, sem perceber, caiu em sono profundo, durante seu sono teve um pesadelo, sua esposa sendo morta e sua aldeia em chamas, despertou assustado, e resolveu caminhar, em sua caminhada encontrou novamente aquela mulher, e novamente, ela perguntou – existe algo que eu possa fazer para conforta-lo? Muito desconfiado com a pergunta ele responde – E o que você pode fazer para me ajudar? Minha aldeia está em perigo e cada dia que passo longe em busca de ajuda as minhas esperanças se vão, e nenhum dos meus esforços tem sido recompensados nessa jornada. Você acredita mesmo que possa fazer algo para me ajudar?